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Como prevenir o câncer da próstata.

O câncer de próstata é a segunda causa de mortalidade e a neoplasia (tumor benigno ou maligno) mais frequente no homem. São diagnosticados anualmente cerca de 24 mil novos casos, no Brasil, sendo ocasional abaixo dos 50 anos. A doença tem características próprias, dependendo da idade do paciente e de seu conteúdo genético. O tumor é sensível ao estrógeno e ao efeito das radiações que exercem ações químicas. É em cima desses efeitos inibidores do carcinoma prostático, aliado à cirurgia, que estão todas as opções terapêuticas.

O que é o câncer de próstata?
Todo câncer é a multiplicação desordenada das células, determinada por uma alteração qualquer. No câncer da próstata, as células que são comprometidas são as células prostáticas e, por isso, chama-se câncer da próstata. Essa alteração tumoral existe numa localização muito interessante, porque a próstata é composta de uma parte externa.

A partir de que idade é aconselhável que o homem consulte um urologista?
Os que pertencem ao grupo de riscos, pacientes com antecedentes - com pai ou tios que tiveram câncer de próstata, ou mãe, tia e irmãs que tiveram câncer de mama - devem fazer um controle anual a partir dos 40 anos de idade. Este grupo deve ser monitorado a partir dos 40 anos, exatamente para fazer a prevenção. Os que não pertencem aos grupos de risco a partir dos 50 anos, porque o câncer de próstata começa a se tornar presente exatamente nessa faixa etária, nessas características de paciente.

Como se faz a prevenção do câncer de próstata?
O paciente deve procurar o urologista para fazer o exame físico e saber qual seu histórico clínico. Depois, há o toque prostático, que vai mostrar se existe uma próstata suspeita. O toque prostático costuma acertar em cerca de 85%, 90% dos casos em que já existem evidência do tumor. A seguir, o paciente deve ser submetido ao PSA - Antígeno Prostático Específico (enzima) -, que é o exame feito através do sangue e que demostra o câncer. Se o indivíduo tem câncer, sobe muito a produção dessa enzima produzida pela próstata. Se ele não tem câncer a produção fica sempre abaixo de 4. Se, eventualmente, o PSA nos induzir a pensar que o indivíduo esteja com câncer de próstata, se o toque mostrar que deve ter um câncer de próstata, esta indução tem que ser comprovada, então se faz a biópsia de próstata. A biópsia é feita com ultrassom. O ultrassom também faz parte do diagnóstico. A união do ultrassom, do PSA e do toque dá 100% de diagnóstico. Esse controle anual dá uma segurança absoluta.

Por que essa periodicidade é importante?
Porque esse espaço de tempo permite que se faça o diagnóstico precoce, o diagnóstico do tumor ainda circunscrito e localizado (quando ele ainda está pequeno), sendo passível de cura. Em um ano não dá para o tumor adquirir agressividade tal que vá sair além da próstata, que vá dar brotos à distância. Confinado à próstata, o tumor permite que se faça o tratamento curativo. Tudo depende do estado tumoral, do estágio em que ele se encontra. Quer dizer, precisamos saber se ele é A1, A2, B1,B2, D1, D2, C1, C2, D1, D2.

Quais são os tratamentos para o câncer de próstata?
A estrogenoterapia, a radioterapia, a braquiterapia e a cirurgia radical. A terapia com estrógeno é indicada para o estágio A1. O método inibe a doença em 18% dos casos. Outro recurso é a radioterapia. Quando se consegue o controle total da doença há 70% de sobrevida. Para se conseguir efeitos desejáveis e impedir os indesejáveis, pode-se fazer a irradiação de maneira conformada ou colocando-se fontes radioativas diretamente no interstício próstático. Esse método é a braquiterapia, cujo sucesso está vinculado à confinação do tumor ao órgão. A diferença entre a braquiterapia e a radioterapia é que a primeira não dá lesões secundárias em outros orgãos. Se o paciente é tratado com a radioterapia ele poderá ter sistite e outras complicações, por exemplo. No Brasil, a braquiterapia é nova, tem 6 anos, fomos nós que iniciamos seu uso.

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